De onde vem cada mecanismo, como classificamos a evidência, e o que fazemos quando a literatura ainda discute. Nada aqui é segredo comercial: o método só funciona se puder ser conferido.
Para um comportamento acontecer, é preciso capacidade (a pessoa consegue), oportunidade (o contexto permite) e motivação (compensa fazer). Falhando uma, o comportamento não ocorre — e a intervenção certa depende de qual falhou.
É por isso que treinar quem já sabe não muda nada, e por isso que reconhecimento não resolve fricção de sistema. O diagnóstico existe para não errar a condição.
Sabe que deveria, mas falta conhecimento, critério ou espaço mental. Seis mecanismos: A1 a A6.
intervenção típica: instruir, simplificar, dar critério escrito
A ferramenta, a rotina ou o grupo impedem. Dois mecanismos: B7 e B8.
intervenção típica: remover passos, mudar o canal, tornar a nova prática visível
Consegue e poderia, mas escolhe o jeito de sempre. Sete mecanismos: C9 a C15 — o maior setor, e isso é verdade sobre o problema, não acaso do desenho.
intervenção típica: redesenhar incentivo, autoria, reciprocidade
cada um com o sinal que o denuncia e o que o distingue do vizinho mais próximo
O selo não mede o quanto gostamos do modelo: mede o estado da literatura. Um D continua na base porque nomear o fenômeno ajuda a conversa — desde que você saiba o terreno.
Efeito sustentado por múltiplos estudos independentes e síntese quantitativa. Direção confiável; magnitude varia com contexto.
Base sólida em campo ou laboratório, sem a densidade de replicação de um A. Use, e observe o resultado.
Existe, mas o tamanho e as condições estão em disputa. Trate como hipótese a testar, nunca como base única da decisão.
Popular, porém com base empírica fina ou contestada metodologicamente. Serve de vocabulário, não de justificativa.
Boa parte da ciência comportamental popularizada nos anos 2000 não replicou bem. Em vez de tirar esses modelos da base e fingir que nunca existiram, marcamos com C ou D e explicamos o que está em disputa.
Quando uma meta-análise nova enfraquece um efeito, o selo cai e a mudança entra no changelog com data e motivo. Você consegue ver o que a ferramenta recomendava antes e o que mudou.
Um mecanismo com selo A pode ter sustentação baixa no seu caso, e um C pode estar gritando nos sinais. Selo é sobre a literatura; sustentação é sobre a sua sessão. As duas réguas aparecem juntas, nunca somadas.
Curadoria humana: a base não se reescreve sozinha a partir de uso. Toda alteração de taxonomia passa por revisão de quem responde pelo método — e fica pública.
Nenhuma citação de autor entra na ferramenta sem conferência humana da fonte. Atribuições populares porém disputadas são publicadas sem autoria ou simplesmente não são usadas.